domingo, 22 de abril de 2012

Parabéns Brasília pelos 52º aniversário.



     

 Sábado passado 21 de abril de 2012" Brasília capital federal completou seus 52 anos de criação, imaginada por Jk do sonho de Dom Bosco.
Reza a lenda quê:

"Numa tarde de 1883 o Pe. Felipe Rinaldi, entrando no escritório de Dom Bosco, em Turim, surpreendeu o Santo que, com um globo terrestre sobre a mesa de trabalho e os olhos perdidos ao longe, acarinhava com uma das mãos a parte referente ao Brasil. No dia 30 de agosto tinha feito, em sonho, misteriosa e extensa viagem, em que percorrerá toda a América do Sul, de ponta a ponta.



"No sonho, um jovem de 16 anos, amável e de beleza sobre-humana o acompanha durante toda a fantástica viagem e se apresenta como amigo seu e dos Salesianos. Que vinha em nome de Deus, mostrar-lhe o trabalho a ser realizado. Diz o jovem: - Isto acontecerá antes que passe a segunda geração. Pergunta Dom Bosco: - Qual será a segunda geração?


 "O jovem fala: - A presente não conta. Será uma outra, depois outra. E Dom Bosco, querendo ainda mais clareza: - Quantos anos compreende cada geração?




Ele responde-lhe: - Sessenta anos.




"A primeira geração da Congregação dos Salesianos teve início em 1859. Segundo a determinação do jovem guia, está geração não deve ser contada. Ao “excluí-la”a próxima teve início sessenta anos depois, em 1919 estendendo-se até 1979. A partir daí, no período de 1979 a 2039 é que seria a efetiva segunda geração.


Entre essa e outras lendas a capital do Brasil foi transferida para o planalto central:

Pela coragem e determinação de Juscelino Kubischek de Oliveira
Brasília foi inaugurada.

Com lenda ou sem lenda Brasília é fato, pelos traços do arquiteto  Oscar Niemeyer se tornou uma bela cidade.

Com mais de cem anos [100] de idade o velho arquiteto ainda exerce influência na capital federal.


E como qualquer outra capital Brasília se tornou uma cidade com muitos problemas:

O colunista da revista Veja" descreve uma visão da recém criada cidade:

21/04/2012às 18:07
Roberto Pompeu de Toledo, no 52º aniversário de Brasília: no tempo em que lá havia pudor
   Nascimento de Brasília, em 1958: era da inocência (Foto: Marceu Gautherot / Dedoc
 A ERA DA INOCÊNCIA
Roberto Pompeu de Toledo 
Roberto Pompeu de Toledo




     Brasília chega aos 52 anos, hoje, dia 21, malfalada e cansada de guerra. Nem parece, mas já teve uma era da inocência. A poeta americana Elizabeth Bishop a visitou em 1958, dois anos antes da inauguração.



Bishop morava no Rio de Janeiro, com sua amada Lota Macedo Soares, e viajou para Brasília numa pequena comitiva organizada pelo Itamaraty, cujo integrante mais ilustre era o escritor inglês Aldous Huxley. O pouco conhecido (e, ao que consta a este colunista, não traduzido) relato de viagem que a poeta escreveu em seguida lembra certos filmes que tentam reconstruir o mundo antes da criação, com os mares reclamando seus espaços, continentes em formação e dinossauros.


Bishop flagra Brasília na véspera de si mesma. O equivalente aos dinossauros eram a “confusa e barulhenta cena” dos caminhões e tratores que, noite e dia, se empenhavam em fazer brotar do solo as futuras Praça dos Três Poderes e Esplanada dos Ministérios.


A Brasília de Bishop é calor, suor e poeira – uma poeira vermelha, que se levanta em nuvens à passagem dos veículos e impregna as roupas e os tapetes do Brasília Palace Hotel, onde ela ficou hospedada. A poeta se surpreende com a secura e a desolação do local.


Da natureza, só o céu e o espaço



Comparado com qualquer outro espaço habitável deste país “fantasticamente bonito”, escreve, o lugar parece “notavelmente pouco atrativo e pouco promissor”. Não há “nem montanhas, nem colinas, nem rios, nem árvores”, tampouco “o sentimento de grandeza, de segurança, de fertilidade, do pinturesco” ou qualquer outra das qualidades “que se imagina capazes de dar beleza e caráter a uma cidade”.



Mundo em criação que era, Brasília não tinha ainda o seu lago. As únicas dádivas que a “Mãe Natureza” proporcionou ao lugar, conclui a poeta, são “o céu e o espaço”.
Havia apenas dois prédios prontos – o Brasília Palace Hotel e o Palácio da Alvorada.


A implicância de Niemeyer com os corrimões


 As colunas do Palácio da Alvorada deslumbraram os visitantes. Huxley deslocou-se para examiná-las de vários ângulos. Outros membros da comitiva as tocaram e fotografaram à exaustão. Bishop as descreve com imagens de poeta: “Se alguém imagina uma fileira de enormes pipas brancas, postas de cabeça para baixo, e então agarradas por mãos gigantes e apertadas em todos os seus quatro lados, até que sejam elegantemente atenuados, pode ter uma ideia delas razoavelmente acurada”.



Já o interior do palácio não lhes agradou. Bishop critica a decoração e a falta de conforto. Alguém lhes conta que o secretário de Estado norte-americano John Foster Dulles, em recente visita, quase caíra da escada sem corrimão que conduz ao andar superior.


Huxley já experimentara os perigos da notória ojeriza de Oscar Niemeyer pelos corrimões. Horas antes, escorregara na escada do hotel, e comentará que “é uma vergonha abandonar tão útil invenção” quanto o corrimão, conhecida há milhares de anos.

A poeta americana Elizabeth Bishop descreve a incipiente cidade que visitou em 1958:

A poeta americana Elizabeth Bishop descreve a incipiente cidade que visitou em 1958: em local "notavelmente pouco atrativo e pouco promissor" (Foto: divulgação)




A Cidade Livre, cenário de faroeste


A comitiva foi conhecer a “Cidade Livre”, a improvisada cidade de madeira onde verdadeiramente transcorria a ação – ali moravam as pessoas que trabalhavam na construção da cidade, e ali se estabeleceram, para servi-las, os mercados, os bares, as farmácias, as lojas. Os homens andavam de jeans, botas altas e chapéus de aba larga.



O Brasil, onde, segundo observa Bishop, raras são as construções de madeira, surpreendia-se com o cenário de faroeste, mostrado nas fotos das revistas. Para a poeta, tratava-se da “velha e familiar cidade de fronteira da Metro-Goldwyn-Mayer”.


A comitiva foi informada de que, ao ser criada, no ano anterior, a Cidade Livre tinha 400 habitantes; agora tinha 45 000. Possuía até cinema, e personagens improváveis. A comitiva conheceu uma delas – uma condessa polonesa, ninguém menos do que isso, jovem e bonita, refugiada de seu país e dona de um inglês impecável.

A nudez de Brigitte Bardot, só para homens


 A condessa Tarnowska lhes serviu de cicerone e anfitriã na Cidade Livre. Ela era, justamente, a dona do cinema local. Disse que “amava” viver ali. E contou-lhes uma história que ocorrera em seu cinema, pouco tempo antes, quando estava em cartaz o filme E Deus Criou a Mulher, com Brigitte Bardot.



 A projeção caminhava normalmente, até que, na mais esperada cena, no momento mesmo em que a Bardot desfazia o primeiro botão da roupa, parava. As luzes então se acendiam e o projetista avisava: “Queiram as senhoras e senhoritas, por favor, deixar a sala”.


 As mulheres saíam e aglomeravam-se lá fora, na rua de terra, sem calçada. A projeção continuava só para os homens. Terminada a cena de nudez, parava de novo, e as senhoras e senhoritas eram avisadas de que estavam liberadas para voltar. Pudor era o que não faltava, na Brasília daquele tempo.


(Artigo publicado na edição impressa de VEJA)

Tags: Aldous Huxley, Brigitte Bardot, Elizabeth Bishop, Itamaraty, Oscar Niemeyer, Palácio da Alvorada





Mais toda ingenuidade ficou lá atrás no passado,



Brasília cresceu e têm problemas de cidade grande, seu trânsito é caótico! Os governantes não tomam medidas eficiêntes!

O transporte público é sem qualidade circulam à mais de vinte  [20] anos na capital federal!




É assim que são tratados os moradores de Brasília, o contribuinte, os que pagam os caros impostos para os cofres públicos! A cidade mais bela e planejada do país é tratada com descaso pelos seus governantes.

Políticos corruptos se associam com empresários corruptos para saquear à capital de todos os brasileiros.

Uma máfia foi estalada na capital federal para dominar o transporte público,

O governo segue sem atitude:

Em meio às crises uma comemoração no dia do 52º aniversário da capital federal, festas, esportes, maratonas e muitos protestos contra a corrupção em brasília.  




 isolados um grupo pede ajuda ao divino.









outros admiram os balões que coloriram o céu de Brasília deixando tudo muito bonito.






A noite ficou encantadora na bela Brasília.








  


 O dia ficou assim


Foto: G1/Mariana AlejarraOs shows aconteceram na noite da esplanada.













A turma se refrescaram a vontade nos espelhos D-água das esplanadas







Outros decidiram apelar para o seu político preferido.







As avenidas ficaram lotadas pelo povo em busca de um lazer em família.




O carrão antigo desfilou pela avenida da catedral de Brasília





Os jovens também protestaram contra a corrupção



21 de abriu não era só aniversário da capital federal, era também dia de tiradentes mártir mineiro que morreu pela inconfidência mineira



Os protestos aconteceram em todo o país.

 Até quando o povo brasileiro ficará com essa cara?



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