segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Joaquim Levy: Gargalhadas que ameaçam!

 Foi com esse sorriso que o Ministro da Fazenda Joaquim Levy anunciou medidas que segundo ele irá controlar a inflação:
Pedro Ladeira/folhapress
"Objetivo: Arrecadar para o caixa do Governo R$ 20 bilhões neste ano.
No dia 19/01/2015 segunda feira passada o Ministro da Fazenda anunciou alguns aumentos. Para  à equipe econômica de Dilma Rousseff serão necessárias para o controle da inflação:  
Aumento nos Impostos:
A volta da Cide - [Tibuto Regulador do preço de Combustíveis] este imposto não se aplicava desde 2012, Aumento do Pis/ Cofins sobre a gasolina e ETC.
Inflação dos preços controlados pelo governo deve ficar entre 6,6% e 8,5% de acordo com os economistasSegundo a equipe do Governo serão arrecadados cerca de R$ 12,2 bilhões só nestes impostos.
A volta do Pis/Cofins é para favorecer Estados e Municípios que se beneficiarão com estas verbas 
Declarou o Secretário da Receita Jorge Richard.

O imposto sobre os combustíveis começará à partir do dia 1º de Fevereiro. A alta da Cide passará pelo prazo de 90 dias para entrar em vigor por causa do período regimental, até lá o Pis/Cofins será maior afirmou o Ministro.
O imposto sobre a gasolina será de 22 centavos sobre o litro do produto, o diesel 15 centavos, com Pis/Cofins. 
Os repasses ficará por conta da Petrobras: Enquanto à isso não palpito com políticas de preço da Petrobras afirmou o Ministro Joaquim Levy".

O pacotão não acabou por aí.

O aumento veio também para IOF [Imposto sobre operações financeiras] Empréstimos e financiamentos a pessoas físicas passará de 1,5% para 3% o ministro afirmou que será mantida à alíquota de 0,38% por operação. A medida terá uma arrecadação extra segundo o ministro de R$ 7,4 bilhões".

"O Ministro já havia alterado a cobrança do IPI [ Impostos sobre produtos Industrializados]
De Cosméticos Atacadistas equiparando aos produtos industriais. O ministro pretende organizar o setor dar mais transparência injetando cerca de R$ 381 milhões nos cofres do governo.
Outra mordida foi na alíquota do Pis/Cofins sobre a importação que passa de 9,25% para 11,75%  Segundo Levy será para corrigir medidas da Justiça de eliminar do cálculo o ICMS de importação, favorecendo a competitividade da produção doméstica. Essa medida pode gerar mais R$ 700 milhões em impostos.
 O Ministro afirma  que não arriscou o impacto dessas medidas, principalmente a taxação dos combustíveis que puxará à inflação e forçarão uma alta maior dos juros: Ele disse que decisões do Copom sempre olha o conjunto da economia!      

  Com tais medidas o governo espera o aumento da confiança, investimentos, e que o setor empresarial arrisquem mais com novas ideias. Isso refletirá nos indicadores financeiros.
Ele lembrou que é mais um passo no seu projeto de Reequilíbrio fiscal que começou com a redução ao socorro que vinham fazendo com empréstimos do BNDS, também restrições à benefícios, como seguro desemprego, auxilio doença e pensão por morte, e os cortes prévios no orçamento.    

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E como refletirá às medidas do governo na sociedade: Alguém escapará da crise!
Os aumentos dos preços dos produtos já começam à criar uma expectativa catastrófica na vida dos cidadãos brasileiros  
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O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,levy-e-uma-ilha-em-um-mar-de-mediocridade,162433Esse quadro retorna ao cenário brasileiro trazendo o pânico em toda sociedade: 

O Ex presidente do Banco Central do segundo mandato do governo de Fernando Henrique Cardoso, o economista Armínio Fraga,  cotado para ser o Ministro da Fazenda do Candidato à presidente das eleições passadas Aécio Neves, concedeu uma entrevista que repercutiu em toda imprensa!
Leiam..


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"O ex-presidente do Banco Central no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e quase ministro da Economia do senador e ex-presidenciável Aécio neves (ambos do PSDB), Armínio Fraga, ressurgiu do limbo para criticar o governo da presidente Dilma Rousseff; Para Fraga, a única coisa boa na reforma ministerial feita pela presidente foi a indicação de Joaquim Levy para administrar a economia, pois "o Levy é uma ilha de competência em um mar de mediocridade"; Fraga também afirma que o país já está em recessão


  24  DE JANEIRO DE 2015 ÀS 21:10
247 - O ex-presidente do Banco Central no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e quase ministro da Economia do senador e ex-presidenciável Aécio neves (ambos do PSDB), Armínio Fraga, ressurgiu do limbo para criticar o governo da presidente Dilma Rousseff. Para Fraga, a única coisa boa na reforma ministerial feita pela presidente foi a indicação de Joaquim Levy para administrar a economia, pois "o Levy é uma ilha de competência em um mar de mediocridade". Ele também diz que o ciclo de crescimento econômico a partir do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve caráter populista.
A afirmação foi feita em uma entrevista à jornalista Eliane Catanhêde, do jornal O Estado de São Paulo, na qual Fraga declara estar se "desintoxicando" do "baixo nível do debate" eleitoral. O economista diz que o país está vivendo "vivendo uma enorme crise de valores e isso é gravíssimo. Nós temos exemplo para todo lado, é mensalão, é petrolão, mentiras na campanha, como se tudo isso fosse muito natural. Não é", disse.
Fraga tece, ainda, previsões catastróficas sobre os rumos da economia e diz que os efeitos da queda da atividade econômica ao longo do primeiro mandato da presidente Dilma ainda não foram sentidos e, quando isso acontecer, as camadas sociais mais pobres serão as que mais sofrerão.
"As implicações de uma desaceleração drástica do crescimento, como ocorreu no primeiro mandato dela, ainda não se fizeram sentir. Estão a caminho. E quem vai sentir mais são os mais pobres. São sempre eles, sempre, sempre, sempre" afirmou.
Confira abaixo os principais trechos ou veja aqui a íntegra da entrevista de Armínio Fraga.
Depois de virar o vilão da história durante a campanha, como o sr. se sente agora?
Estou me desintoxicando da campanha. Eu não sou vilão e me irritava o baixo nível do debate e aquela verdadeira produção de mentiras e de cenas, tudo muito teatral. Eu dizia uma coisa, eles deturpavam ou tiravam do contexto. Dizia outra, eles deturpavam de novo. Então, foi tudo muito frustrante. E eu não sou desse mundo.
O que o sr. conclui com a experiência?
Estamos vivendo uma enorme crise de valores e isso é gravíssimo. Nós temos exemplo para todo lado, é mensalão, é petrolão, mentiras na campanha, como se tudo isso fosse muito natural. Não é.
E a economia?
Há um ciclo, desde que o presidente Lula mudou de linha na área econômica no segundo mandato, com características populistas que incluem esse tipo de discurso distorcido e muito difícil de se contradizer. Muita gente acredita que um regime populista não se derrota; ele mesmo quebra, se destrói. Então, o que o Aécio tentou na campanha, e nós todos junto com ele, foi derrotar um regime populista que tem tentáculos enormes que atingem um número imenso de pessoas.
Baixo crescimento, inflação alta, juros altos, nada disso foi capaz de derrotar Dilma. Por quê?
No que se refere ao ciclo econômico, as coisas às vezes demoram a acontecer. As implicações de uma desaceleração drástica do crescimento, como ocorreu no primeiro mandato dela, ainda não se fizeram sentir. Estão a caminho. E quem vai sentir mais são os mais pobres. São sempre eles, sempre, sempre, sempre.
O Levy não está indo bem?
O Levy largou bem, mas é uma ilha de competência num mar de mediocridade no governo Dilma, com honrosas exceções, como os ministros Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Kátia Abreu (Agricultura) e Alexandre Tombini (Banco Central). Sozinho, o Levy vai até um ponto. Pode evitar ou postergar um rebaixamento do crédito do País e até acalmar um pouco as expectativas, mas o lado qualitativo que nós imaginávamos vai continuar muito prejudicado. O Brasil tem uma renda per capita que é menos de 20% da americana. Então, há um espaço enorme para crescer. O Brasil deveria crescer e pode crescer, e rápido, mas tem de arrumar as coisas de uma maneira muito ampla.
Recessão este ano?
É, recessão. Na verdade, já tem recessão. O País cresceu menos de 1% no ano passado, deveria estar crescendo 4%. Vai dizer que não é recessão? Na China, quando cai de 8% para 7%, é recessão.
E os empregos? 
É isso. Infelizmente, o desemprego vai aumentar. Primeiro, vem a insegurança, depois vem a falta de criação de postos de trabalho, e enfim vem demissão mesmo. Tudo dentro do quadro de recessão."
Fonte:247"
Antônio Borges:

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